quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Olá 2018

Fui ali ao histórico e percebi que no ano passado escrevi "este" texto já nos primeiros dias de Outubro. Este ano será mais cedo e foi hoje que adicionei ao meu Excel das corridas a folha para 2018 para lá colocar as primeiras provas do próximo ano:



A única nota é que as inscrições para o Fim da Europa apenas abrem no próximo dia 25 de Setembro.

Mas 2017 ainda tem imensos desafios pela frente: MM Coimbra, Maratona do Porto e MM Évora para depois voltar a correr em Lisboa e confirmar que distância quero fazer na prova dos Descobrimentos para além de fazer o Grande Prémio de Natal, sem contar com o regresso das provas do troféu das Localidades onde vou querer voltar a marcar presença sempre que possível.

Quilómetros de beijos e abraços e votos de bons treinos!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Leituras

Sendo eu um gajo de Letras era de esperar que tivesse uma relação mais próxima com os livros, mas a verdade é que não tenho. Gosto de um bom livro, mas não sou um ávido leitor como gostaria. E gosto sobretudo de coisas muito particulares e que me digam algo. Sou, por exemplo, um grande fã de Edgar Allan Poe e da literatura do fantástico e de mistério. Tornei-me fã de Nick Hornby porque ele gosta deveras de duas coisas com que eu também me relaciono: futebol e música. 

O primeiro livro dele que li foi o Fever Pitch onde ele conta histórias da sua vida sempre relacionadas com... jogos de futebol, sobretudo do Arsenal que é o seu clube do coração. E consegue sempre encontrar um paralelo entre o futebol e a vida, como a história do jogo que foi ver fora de casa a cerca de 100 quilómetros de Londres em que apanhou uma molha descomunal para ver um jogo de fim de época que já não ia melhorar o péssimo 9º lugar no campeonato, mas mesmo assim a bancada festejou o golo da vitória como se tivessem ganho a Liga dos Campeões. Porque na vida também há pequenas vitórias que merecem ser celebradas. Ou a minha história favorita de quando ele levou uma namorada pela primeira - e penso que única vez - ao futebol e ela apanhou uma insolação que a obrigou a ir para o hospital ao intervalo. E ele não sabia se a devia acompanhar ou ver o jogo até ao fim. É que o namoro não era assim tão sério e o jogo era crucial para o desfecho daquela época e ainda estava 0-0. Percebe-se o dilema!

Agora o meu foco está, naturalmente, mais virado para livros relacionados com o mundo da corrida e depois deste onde apenas me falta ler o capítulo relacionado com o pós-prova (onde no ano passado falhei redondamente porque depois de cumprir a maratona senti um vazio de objectivos que me fez passar um mês algo à deriva) já tenho nova leitura, desta vez recomendada pelo Baptista, a quem agradeço agora publicamente:


Comecei hoje a ler nas viagens de comboio e autocarro entre casa e o trabalho, tornando-me em mais uma pessoa com a cabeça enfiada no telemóvel, mas é por uma boa causa. Confesso que apenas conhecia Zátopek de nome e pouco ou nada sabia sobre a sua história e até ao momento estou bastante entusiasmado com o início da leitura. Para já, dois destaques:

- Zátopek nasceu a 19 de Setembro, o que significa que comecei a ler o livro no dia em que faria anos caso ainda fosse vivo;

- já registei uma frase que é associada ao seu espírito como atleta: "Great is the victory, but greater still is the friendship." Está ali ao nível da citação do Spirit of the Marathon.

Agora vou ali dormir para amanhã estar fresquinho de manhã para continuar a leitura.

Se porventura conhecerem algum aniversariante em Setembro...


domingo, 17 de setembro de 2017

Amizade

Uma das coisas que ganhei quando entrei no mundo das corridas foi um número infindável de novos amigos. Ok, algumas pessoas serão sempre "conhecidos" mas outros são mesmo amigos verdadeiros.

No treino de equipa a seguir ao meu dia de anos fui brindado com uma festa "meio-surpresa" onde estiveram presentes muitos dos habituais colegas das 5as feiras mas também alguns que apareceram "à civil" para me darem um abraço. Foi meio-surpresa e não surpresa completa porque eu fui apanhando alguns dicas que deixaram com a pulga atrás da orelha. Obviamente que adorei e senti-me tremendamente acarinhado por todos!

Neste grupo de amigos que apareceram sem ser para correr estavam elementos da equipa tagarela, nossos amigos e vizinhos e com quem tenho feito as provas do troféu das localidades. No meio de beijinhos e abraços, o mentor da equipa comentou comigo que tinha dorsais extra para a Corrida do Aqueduto e perguntou-me se eu tinha disponibilidade e vontade de ir. Aceitei quase sem hesitar, apenas porque não sabia como seria este fim de semana e passado uns dias confirmei que aceitava a oferta, mesmo não sendo possível alterar os dados da inscrição.

(Na verdade, o que eu gostava era de ter ganho o passatempo a que concorri para fazer a Meia Maratona do Porto mesmo sabendo que isso era logística e financeiramente complicado!)

Faço aqui um parêntesis para dizer algo importante: não gosto de correr com dorsais que não estejam em meu nome. Não que me faça confusão ter outro nome ao peito, mas (vamos todos bater 3 vezes na madeira) se acontece um problema físico pode ser uma complicação do caraças por causa de accionar o seguro. Aliás, em bom rigor será impossível fazê-lo! Atenção a este tipo de coisas porque a nossa saúde está sempre acima de tudo! Por outro lado isto também pode causar situações difíceis e injustas em termos de atribuição de medalhas. Fica então aqui o repto para tentarmos sempre correr com um dorsal que seja nosso e se for, por exemplo, comprado a outro atleta que seja dentro do prazo permitido para mudar dados de participante. 

Em relação à prova, ia com a ideia de fazer um tempo a rondar os 50 minutos, mas sem qualquer stress porque nesta altura não estou a apostar minimamente em provas curtas. Ao ver a altimetria da prova mudei de objectivo e quis apenas dar o meu melhor sem olhar muito para o relógio. E a verdade é que fiz tanto uma coisa como outra. A partida até foi tão rápida e sem aviso prévio que só meti o relógio a contar com uns 150 metros de atraso portanto sabia que havia uma ligeira discrepância em relação aos quilómetros e ao ritmo médio. O facto de irmos subir mais do que descer também ajudou a esquecer qualquer prognóstico de tempo final.


Durante a prova não houve muitos momentos de interacção, ao contrário de Castelo Branco. Algumas pessoas na rua mas apenas vi duas (DUAS) a bater palmas na altura em que a minha parte do pelotão passou. Retribui-lhes a gentileza a aplaudi de volta. Na estrada, ainda antes dos 2kms tinha um outro atleta a dizer-me que não conhecia a prova mas que sentia que isto era um percurso para nos deixar KO. Eu também nunca a tinha feito mas disse-lhe que pelo que tinha visto do percurso ainda ia piorar até ao km5. Ele ficou meio preocupado. Eu cá sou picuinhas com isso e não gosto de ser surpreendido durante a prova. Isso até aconteceu hoje porque na conversa antes da partida sobre a volta que íamos dar faltou dizer que havia ali um km - o oitavo - em terra batida. Foi pena só porque já tinha passado o pior da prova e estava a rolar num ritmo estável na casa dos 5m/km e tive que me resguardar um pouco. Nada que me tivesse deixado muito chateado, obviamente. Vejo agora que estou a actualizar o meu ficheiro de Excel que até foi o meu pior registo do ano em provas de 10kms. Estou preocupado? Nada.

Foi com tranquilidade que passei a meta, ainda com um sprint final e com o extra de ter tido o speaker de serviço a dizer o nome da equipa que leu na minha camisola. Depois disto foi esperar pelo chegar do resto da malta. Ainda pensei em voltar atrás para ir buscar alguns dos restantes companheiros de viagem mas cruzei-me com algumas caras familiares com quem estive à conversa e quem faltava foi chegando a conta-gotas mas em bom ritmo.

Como é normal, tivemos direito a abastecimento extra porque toda a gente leva qualquer coisa para partilhar e comer no final num picnic improvisado. Eu já estava claramente desabituado e como não houve menção a isso na convocatória não levei nada. Falha minha. E foi já no final de festa quando estávamos a caminho dos carros que recebi uma notícia fantástica e pude festejar a passagem pela meta que eu aguardava com muita confiança mas com aquele nervoso miudinho de quem está a ouvir um relato de futebol e espera que se grite golo a nosso favor! O golo da amizade!

Parabéns!
Prova nº 68 - Corrida do Aqueduto 2017 - 10km - 00:52:42

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Corrida da Felicidade

"Duas horas"

Foi a minha resposta vezes e vezes sem conta à pergunta: "Vais para fazer quanto tempo?" E disse isto também ao meu colega de equipa vezes suficientes para o recordar que não estou nesta fase a atacar os tempos da Meia Maratona, mas sim a usar estas provas como treinos longos mas em ambiente de competição para afinar a máquina para a Maratona. Isso ajudou a tirar alguma eventual pressão de cima, mas sem esquecer que também hei-de querer melhorar a minha marca na distância e em condições ideais procurar aproximar-me o mais possível dos 1:50.

É sempre impossível prever o que vai acontecer numa prova. Há dias em que a pressão faz falta para nos manter com a adrenalina em alta e focados num objectivo. Noutros dias não ter qualquer pressão faz com que se aprecie da prova pelo simples prazer de correr. O ideal estará, sempre, em conseguir o balanço perfeito entre ambas as situações.

Indo sem pressão, com o objectivo de fazer a prova em duas horas e depois de uma semana de férias que foi tão boa que pareceram duas - hei-de falar sobre isso - o dia tinha tudo para correr bem. Mais ainda, tínhamos dito uns dias muito agradáveis de convívio e boa disposição por termos começado o fim de semana logo na 6a à tarde e passado o tempo até chegar a Castelo Branco no domingo em passeio e descontracção, curiosamente pelas mesmas zonas onde tinha estado de férias em Julho: Portalegre, Castelo de Vide e até, novamente, Espanha.

Há anos que não ia a Castelo Branco, apesar de ter ligações familiares àquela zona do país, pelo que pouco me lembrava da cidade. O que já tínhamos visto é que a altimetria do percurso era "jeitosa" - confirmou-se com cerca de 300 de acumulado. Para além disso havia algum receio do calor (safei-me) e até do facto de estarmos a correr numa zona 400 metros acima do nível do mar. Nunca tinha pensado nesta última parte, mas também não senti dificuldades acrescidas por isso. A bomba da asma - que até ia ficando no carro - nunca saiu do bolso dos calções.

Na véspera, uma novidade: fomos dormir antes das 22:00 porque fizemos contas a sair da zona de Portalegre pelas 6:30 para fazer a viagem até Castelo Branco nas calmas, estacionar sem stress pelas 8:00, levantar os dorsais e descontrair depois. Foi tudo feito ao bom estilo de um relógio suíço: partida às 6:35, entrada num café na zona da prova às 7:55. Pelo caminho, sempre o espectro devastador dos fogos que assolaram aquela zona, para além das nuvens de fumo que já tínhamos sentido desde o fim de tarde de sábado por causa dos incêndios que lavravam lá perto. Desolador...

Fomos sentindo o ambiente da prova e o número de atletas a aumentar, mas tínhamos noção que não estava muita gente e íamos conversando sobre os motivos para isso: a data da prova que chocou com imensas outras pelo país fora, o facto de ser a primeira edição, a proximidade com a próxima prova das Running Wonders (o Dão dentro de duas semanas), a localização que obriga a uma logística mais exigente para muitas das pessoas com que nos cruzamos habitualmente, etc. Por outro lado gosto de correr mais longe da zona de Lisboa para ter contacto com outras equipas e outras camisolas que normalmente não se encontram. E isso faz com que a festa seja maior quando durante o percurso vemos malta do Correr Lisboa (grande Brigitte que foi segunda classificada no sector feminino nos 10km), dos Brr Night Runners do Barreiro, da equipa de Leião (sim, vi por lá um representante), etc. Já agora, números oficiais na classificação terminaram a Meia Maratona 343 atletas e a prova de 10kms 375 atletas.

O início da prova levou-nos a uma passagem junto ao parque da cidade, começando depois a subir por ruas estreitas e de empedrado. De seguida fomo-nos afastando gradualmente do centro da cidade sempre a descer até próximo dos 6km de prova. Nessa altura cruzei-me com o meu colega de equipa que levava uns 700 metros de avanço. Fiz contas e parece-me que ele ia bem lançado para fazer 1:50 como pretendia. Não havia muita gente nas ruas e quem estava apoiava, por vezes timidamente e por vezes após responder ao meu apelo de palmas. Sim, o meu estilo nunca muda e passei a prova toda a puxar pelo público. Depois veio o retorno e estávamos a subir o que tínhamos descido até chegar aos 9kms onde se fazia a divisão dos 10kms e da Meia. Pelo meio também fomos algum tempo ao lado da malta da caminhada, mas nessa altura não consegui encontrar caras conhecidas. Estávamos próximos da meta, mas ainda não era a nossa altura de terminar. Passei aos 10kms com 55:05 e por brincadeira pensei que era possível fazer os restantes 11kms numa hora, mesmo sabendo que ainda havia muito carrossel pela frente. Devem ter sido os 10kms mais fáceis que fiz nos últimos tempos. Não dei por eles a passar, ainda troquei umas palavras com o "Super-Homem" que fez a prova toda (não sei se fez a Meia ou os 10kms) a empurrar a filha num carrinho. Ri-me quando ela lhe pediu encarecidamente para não a largar na descida ele lhe disse que tinha que descansar um pouco nessa zona para depois subir no regresso. Ainda lhe perguntei se a certa altura do percurso iriam trocar para ser ela a empurrar e ele ir sentado, mas penso que isso não era opção.

Sabia que na segunda parte do percurso iríamos ter muitos pontos de retorno e isso agrada-me porque me permite ir distraído q.b. em quem vem em sentido contrário sem nunca perder o foco no que estou a fazer e sem perder o ritmo. Pelos 12km aproveitei uma subida mais pronunciada para mais tranquilamente tomar um gel - o único que tomei durante a prova - e isso também foi diferente do habitual porque normalmente em Meias Maratonas tomava um entre os 7 e os 8kms e depois um segundo aos 15kms. Era uma altura em que se estivéssemos a descer sabíamos que daqui a um ou dois quilómetros havia um ponto de retorno e faríamos o percurso inverso a subir (ou vice-versa) e isso ajudou-me a gerir o esforço. Quando me cruzei novamente com o meu colega de equipa não tive noção da distância que nos separava mas não seria muito maior que aos 6kms.

Havia diversão pelo percurso, entre tunas, bandas e outro tipo de animação e por estarmos mais próximos do centro da cidade senti mais algumas pessoas na rua que apoiavam dentro do possível. Acho que bati palmas a toda a gente que nos dava uma força extra e desviei-me algumas vezes para a berma para dar "high-5" às crianças que eu sei que gostam sempre deste tipo de interacção. Chamei campeão a vários, tive sorrisos de volta e fiz tudo o que estava ao meu alcance para dar justiça ao nome da prova: Corrida da Felicidade! Eu estava verdadeiramente feliz a correr naquelas ruas, muito zen, muito confiante. O meu momento alto foi ali pelos 13,2kms (fui ver ao Strava porque sei exactamente em que curva estava) quando me desviei ligeiramente do lado direito da estrada para ir dar umas palavras de ânimo e bater palmas a um jovem veterano que vinha em sentido inverso cansado da subida que tinha acabado de fazer. Ele sorriu - não tinha fôlego para mais na altura - e à minha volta houve palmas dos restantes atletas que iam junto a mim. Por falar em jovens veteranos, acabo de ver na classificação geral que dos 11 atletas com mais de 60 anos - dez homens e uma mulher - apenas 4 homens fizeram mais tempo que eu. Os restantes 6 homens fizeram tempos que eu não sei se vou algum dia atingir e a única senhora no escalão V60 chegou uns segundos à minha frente. Malta, continuem assim que daqui a 25 anos eu já vos apanho, ok?

Até aos 15km tive a companhia de um pequeno grupo que se foi formando e íamos a rolar entre 5:30 e 5:40. Uma dessas pessoas foi a Lúcia do Centro de Treinos Municipal de Vila Pouca de Aguiar. Nunca tinha ouvido falar da equipa, não a conhecia de lado nenhum, mas durante uns largos metros fomos ali lado a lado e trocámos algumas curtas palavras. Acabei por me distanciar deste grupo, ainda lhe dei uma força final quando a voltei a ver já perto da entrada para o último quilómetro e no final voltei a encontrá-la na zona de abastecimento de cevada logo a seguir à meta. Agora o mais provável é não me voltar a cruzar com ela, mas esta interacção entre atletas - aqueles que correm pela simples felicidade de correr - deixa-me sempre alegre. (Afinal "reencontrei-a" aqui)

Foi também perto do fim que voltei a cruzar-me com o meu colega - ele junto à placa dos 20kms que tínhamos visto ao entrar de carro em Castelo Branco e eu do lado oposto da estrada junto à placa dos 19kms. Queixou-se do calor e eu percebi pelo tempo de prova que ele ia ficar acima do objectivo, sendo que acabou com pouco menos de 1:52. Achei que estar apenas um quilómetro atrás dele não era nada mau. Nem sequer achei que estivesse assim tanto calor na altura, mas passado 500 metros quando fiz o retorno naquela estrada comecei a apanhar com o sol de frente na cara e depressa percebi o que ele quis dizer. Pouco importava, depois da placa dos 20km uma pessoa ganha o último ímpeto, apenas travado pelo facto de ser praticamente todo a subir. Ao chegar à recta da meta estava cansado - mas não exausto - e consegui ter a cereja no topo do bolo com uma chegada memorável à meta que sei ter sido capturada por fotógrafos mas cujas imagens ainda não encontrei - ou provavelmente ainda não foram publicadas.

Era o culminar de uma prova, de mais uma Meia Maratona. Foi a décima segunda da carreira, foi o meu terceiro melhor tempo na distância. E nunca é demais repetir, foi uma prova onde me senti feliz! Para os mais atentos, há exactamente um ano estava aqui, exactamente com o mesmo espírito descontraído mas a fazer o meu terceiro pior tempo de sempre!

Estava com imensas saudades de fazer uma prova. Já tinha passado demasiado tempo desde as Fogueiras. Curiosamente o plano de treinos mandava fazer uma prova de 10km no domingo para testar a evolução até àquela data. Oops, estiquei-me só um bocadinho...

Agora resta manter uma ideia que eu já aqui falei há tempos: domingo a prova ficou feita, 2a feira começou tudo outra vez!


Prova nº 67 - Meia Maratona de Castelo Branco 2017 - 21km - 01:58:53

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

36

De há quatro anos para cá que há uma tradição que me agrada: o Benfica festeja em Maio, eu festejo em Setembro. O número é o mesmo.


sábado, 2 de setembro de 2017

Setembro

Entrámos no melhor mês do ano - vá-se lá saber porquê!

E como ficou Agosto? Foi um mês de altos e baixos, com muitos quilómetros nas pernas, mas também com dois contratempos chatos que me obrigaram a parar mais do que eu gostaria. Primeiro um corte feio no dedo (foi há três semanas mas ainda ando com penso a proteger a zona da ferida, só para terem noção) e esta semana com um pequeno susto por me ter aparecido vinda do nada uma bola na zona do joelho direito, mesmo junto à dobra da perna, que era bastante incómoda ao caminhar e me obrigou mesmo a ir ao médico. Ora, para eu acordar um dia e decidir sem hesitar que ia ao posto de enfermagem do centro de saúde em vez de ir trabalhar era porque estava mesmo acagaçado preocupado.

O diagnóstico foi um abcesso - que não era passível de ser drenado naquela altura - e que tive que tratar com medicação. Felizmente passou tão depressa quanto apareceu e agora é só resta uma pequena marca no local e convém eu ir estando atendo a sinais de reaparecimento. Diz a médica que pode ter sido algo tão simples como uma reacção alérgica a uma picada de insecto. Obviamente que me preocupava se seria outro tipo de problema físico, sobretudo porque isto apareceu uns dias depois deste treino de 25km. (Obrigado Fabiana pela companhia, foi um prazer conhecer-te pessoalmente. O número de boas pessoas que passaram a fazer parte da minha vida por causa da corrida faz com que me relembre todos os dias a principal razão pela qual vale a pena cada quilómetro que corro!)

Pausa publicitária: se ainda não o fizeram, guardem o link do blog Correr pelos Dois algures nos vossos favoritos e depois voltem aqui. Ou fiquem por lá, que ela merece uma leitura atenta. Obrigado!

Voltando ao abcesso, a médica tranquilizou-me prontamente e disse-me que não havia nada de anormal no joelho e a localização era perfeitamente aleatória. Não treinar esta semana acabou por ser um misto de obrigação - até andar me custava - com precaução porque até já podia ter tentado fazer alguns quilómetros na 6a feira mas optei por preguiçar descansar mais um dia.

Segue-se agora uma semana de férias que vai culminar com a participação na Meia Maratona de Castelo Branco. Apesar de eu ter sempre ambições em termos de tempo final, vai servir sobretudo para ser mais um treino longo e fazer um ponto da situação em relação à minha condição actual. Curiosamente o meu plano de treinos diz-me para fazer uma prova de 10km nesse dia porque a partir da semana seguinte muda a intensidade e o tipo de treino. Não estou a seguir todo o plano - como era de calcular - mas estou a ser mais rigoroso que no ano passado. Vamos ver como corre. Uma coisa é certa: estou a precisar muito de fazer uma prova! Já passou demasiado tempo desde as Fogueiras e apesar de termos tentado levemente junto de quem de direito, este ano não se realizaram os 10km de Tagarro que no ano passado marcaram o regresso depois das férias. 

Em Agosto fiz 123,5kms de corrida, mais uma série deles em caminhadas (as mais significativas foram registadas no Strava, as outras nem por isso) e mesmo com estas paragens forçadas acaba por ser o meu mês com mais quilómetros de sempre. São, por exemplo, mais 40 e poucos quilómetros que em Agosto do ano passado. Para isso também contribuiu o tal treino de 25km de sábado que foi - sim, a sério - o meu treino mais longo de sempre. No ano passado, mesmo a treinar para a Maratona, nunca fiz mais que 21km em treino e sempre disse que me faltaram os longões de 30km. Para a próxima são só mais 5kms.

Não sei se já repararam que o título do post é "Setembro" e eu passei grande parte do tempo a falar do que aconteceu em Agosto. A explicação é simples: bom ou mau, o que aconteceu em Agosto já é passado. Agora há que olhar em frente para o futuro e consolidar em Setembro tudo o que foi feito até ao momento. Parecendo que não, faltam cerca de dois meses para a Maratona e isto vai passar... eu sei, é impossível não usar esta expressão... a correr!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Spirit of the Marathon

Uma coisa que gosto de fazer é ir ler alguns relatos antigos de provas ou alguns textos que escrevi há 3 meses, há 6 meses, há um ano. Gosto também de ir aos relatos curtinhos e relembrar-me do que ficou por escrever. Foi isso que me aconteceu no fim de semana. Num serão reli uns quantos textos antigos na busca por motivação. E encontrei-a.

Hoje reli este, pela simples razão de me ter cruzado com aquela frase marcante e que ainda me arrepia. Estou novamente a passar pelo mesmo processo do ano passado em que tive uma overdose de Maratona porque consumia imensa informação relacionada com a prova. Este ano não o estou a fazer de forma tão sôfrega e já o consigo fazer sem aquela excitação de quem se estava a preparar pela prova pela primeira vez. Já consigo olhar com a experiência de ter concluído os míticos 42,195kms, olho com muita curiosidade e carinho para tudo o que escrevi, para todos os meus medos e para todos os conselhos e palavras de incentivo que fui recebendo, tanto aqui como ali ao lado na rede social.

Este ano parto para a prova com uma excelente leitura que me acompanhou durante as férias de Verão e da qual retirei o plano de treinos que estou a (tentar) seguir. Mais do que isso, li por lá indicações muito interessantes e explicações sobre ritmos de corrida, reacções musculares e comportamentos do organismo muito técnicas e detalhadas mas que fazem todo o sentido e que captaram a atenção do picuinhas e crominho que há em mim. Por isto tenho que agradecer à Agridoce que despertou a minha curiosidade para o livro. E confesso estar à partida de pé atrás por ter o preconceito que ia ser uma coisa demasiado básica ou até infantil. Nada disso, muito pelo contrário! Passei imenso tempo livre agarrado ao telemóvel a ler - e com uma cábula ao lado para não ter que andar sempre a fazer contas de cabeça para converter milhas para quilómetros que eu estava de férias, pá!


Estou novamente a procurar vídeos motivacionais ou textos de outros atletas. Ou simplesmente a reler as Maratonas do João Lima. E infelizmente, quase um ano depois, continuo sem conseguir encontrar online a sequela do documentário que falo no post que mencionei lá em cima. Isso significa que vou rever o documentário que vi no ano passado e rir-me nos mesmos sítios e emocionar-me com a mesma personagem - que descobri ter falecido em 2015 vítima de "doença prolongada". Deixo aqui os trailers dos Spirit of the Marathon I e II e o documentário completo da primeira parte está aqui.




Se/quando encontrar o Spirit of the Marathon II completo online ficarei mais feliz que uma criança na manhã de Natal! Enquanto isso não acontece vou-me entretendo a treinar e a criar a minha própria história de vida.

sábado, 19 de agosto de 2017

Semana atípica

Diz quem me tem acompanhado neste meu percurso que um dos meus aspectos fortes é a minha capacidade de luta, a minha força de vontade, a minha garra. a minha capacidade de me superar, etc e tal. E a alegria constante com que faço as coisas. (Também dizem coisas más de mim, que eu sei.)

Aquilo que aconteceu esta semana foi precisamente o inverso disso.

As coisas começaram logo mal na 2a feira com aquele fim de tarde manhoso em que tudo correu ao contrário do que era suposto. Agora que penso nisso - sim, eu sei que os homens exageram sempre - podia perfeitamente ter ficado sem um dedo naquela brincadeira. Felizmente que isto está a sarar bem, apesar de ainda estar bastante feio. Fica a história para contar e o ar baralhado dos meus colegas esta semana que me perguntaram o que me tinha acontecido e eu respondia que tinha sido quando estava a tirar a gata da máquina de lavar loiça. Depois disso a semana até foi bastante tranquila e relativamente produtiva cá por casa. "You can't always get what you want"

Do outro lado da barricada, pelo trabalho, a malta gosta de jogar às cartas. Pelo menos é o que parece porque de tempos a tempos estamos a baralhar e dar de novo. Depois do choque inicial de nova reestrutura nos vários departamentos, já passei os vários estágios de luto (o meu antigo formador ficaria orgulhoso por eu estar a reconhecer os passos e aplicar isto na prática) e estou na fase da aceitação, embora ainda com vontade de tentar uma negociação final. Vou ficar a gerir metade da minha equipa actual e receber outra metade que vem das outras equipas. Vou ficar a trabalhar com a mesma equipa de supervisores e com a minha actual chefe directa. Vou deixar de me preocupar com as tarefas que menos gostava de gerir e manter as outras que são mais stressantes e não me vão deixar ter tempo para respirar durante o dia todo. Mas vou continuar a ter gosto no que faço, de certeza. Não, não necessariamente, mas vou continuar a mostrar todo o meu profissionalismo e a dar valor às pequenas coisas do dia-a-dia, como a cliente de 78 anos que esta semana começou por reclamar de forma veemente com um colega e acabou a elogiar o charme (palavras dela) com que lhe expliquei e resolvi a situação. Uma pequena vitória destas por dia e fico feliz. "You can't always get what you want"

E correr, que é bom e bonito? Zero. Uma semana para esquecer a esse nível. Ok, fiz duas belas caminhadas por Lisboa depois do trabalho que serviram para me manter minimamente activo, mas tenho ali um plano de treinos a fazer-me comichão à vista. E porque a semana não foi fácil na 3a tive o ponto mais baixo quando vinha a conduzir para casa depois do trabalho. Uma pessoa quando não está bem não deve ficar com demasiado tempo livre para pensar. Comecei a visualizar os próximos desafios, as próximas provas, e como nem são muitas ponderei cancelar tudo e fazer um interregno até ao final do ano. Felizmente a viagem até casa foi curta porque eventualmente esse tipo de ideias não voltou. Mesmo assim desliguei do Strava, não andei a ver treinos de ninguém. Desliguei da rede social o mais que pude, ignorei por completo o que se passava no grupo e no chat do grupo. A única coisa que fiz por lá foi em duas palavras (re)confirmar a presença na Meia Maratona de Coimbra, o que até foi positivo para quem tinha pensado em parar uns tempos. Olhando agora com calma para o plano de treinos da Maratona e comparando com o mesmo período em 2016, reparo que este ano fiz menos 4kms de corrida. Tivesse eu feito uma semana normal e estava tudo ok. E vai na volta ainda me dá na cabeça ir correr amanhã, portanto... "You can't always get what you want"

Pelo meio ainda vi Ben Harper ao vivo. E podia simplesmente não escrever mais nada e deixar as reacções para quem for ler. Não sou propriamente fã e não passei a ser depois do concerto, embora lhe reconheça muita qualidade naquilo que faz e uma alegria em palco de quem está a sentir cada nota que toca e a absorver toda a energia positiva que recebe do público para a canalizar novamente para a sua actuação. Não é um estilo de música que me fascine, mas quando se ganham bilhetes uma pessoa lá condescende a dar uma oportunidade. Ainda me lembro quando fui meio desconfiado ver Muse no Campo Pequeno e tiveram que me arrastar para fora da sala no final porque eu suspirava por mais encores! "You can't always get what you want"

E assim acontece. Este texto serve sobretudo para atirar cá para fora alguns pensamentos difusos que andavam a voar-me pelo cérebro - que nestes dias está meio oco - e espero que me ajude a encerrar uma semana que foi meio para esquecer. Ou meio para relembrar. "But if you try, sometimes, you just might find you get what you need!"


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O dia que podia ter acabado com a minha "carreira" desportiva.

Vá, posso estar a exagerar, mas...

Uma pessoa passa o dia a pensar no treino estipulado para hoje: 6,5km + 5 séries de 150 metros. Tranquilo e simples. Até já tinha escolhido o sitio das séries que tem 200 metros e uma pequena inclinação. Se me estivesse a sentir bem até fazia mais que as 5 séries.

O dia de trabalho prometia ser complicado, com imensa gente de férias e/ou ponte e um treino assim era a melhor maneira de acabar o dia.

Só que não. Ao chegar a casa e quando ia começar a equipar-me (a roupa até ficou pronta de véspera) recebo um telefonema a pedir-me para ir resolver uma situação (que não me pareceu urgente, mas pronto) e lá fui eu. Ok, começo um pouco mais tarde. Só que... segundo telefonema e novo problema, agora sim um pouco mais chato que o anterior. Assim já começa a ficar apertado de tempo, não queria ir tarde... Oh, caraças, já não vou conseguir...

Voltei para casa, comi mais bolachas daquelas que devia e resolvi ir arrumar coisas, começando pela cozinha. Tudo corria bem até ter conseguido cortar meio dedo na lâmina da Bimby que estava na máquina de lavar. Vários gritos depois (mas sem vociferar asneiras!) já estou com isto desinfectado, penso feito e etc. E apesar de ter sido um corte feio, devo escapar sem ir ao hospital e precisar de pontos. Belo fim de dia, hein?

Ora, agora que já consigo digerir a situação só me resta aceitar que isto foi um sinal que algo deveras trágico me poderia ter acontecido no treino. É que ontem durante o treino já apanhei um susto com um carro que quase não parou na passadeira quando eu atravessei a estrada e depois um amigo a fazer uma volta de bicicleta também não parou na passadeira - mas neste caso eu até lhe fiz sinal para ele seguir primeiro sem stress. Hoje era coisa para ser virado do avesso por um camião, no mínimo.

Podem pensar que isto do corte é mariquice de gajo, mas acreditem que não é, irra! Agora é aguentar o ardor e esperar que cicatrize a pouco e pouco...

domingo, 13 de agosto de 2017

Opções

Ora bem, quando eu aceitei o convite de um amigo e colega de equipa para um treino longo domingo de manhã já sabia que ia ter uma jantarada no sábado que poderia ir pela noite dentro. O convite era: "Apontamos um treino para domingo entre as 7:30 e as 8 da manhã? O treino vai ronda os 22 kms com 400 D+ e é estrada." E, de facto, o treino teve esta distância e altimetria aproximada. Eu é que não o fiz.

A meio da noite já lhe tinha enviado uma mensagem a dizer que "ah e tal, ao ritmo que isto está se eu não te disser nada pelas 7:00 não contes comigo". A coisa estava assim, em modo repeat e repeat:


Eu sei que tenho uma maratona para fazer daqui a menos de 3 meses, sei que os treinos longos são muito importantes, mas ao mesmo tempo o convívio e a vida social também têm o seu peso e neste fim de semana tomei a opção de meter o treino longo ali no caixote da reciclagem, até porque sei que ele não me vai deixar acabar esta preparação sem me dar uma valente tareia em pelo menos dois percursos fofinhos que ele tem. Ambos com bem mais altimetria que o meu percurso longo.

E o dia de sábado foi passado em Sintra, precisamente o local onde "toda a gente" à minha volta tem andado a treinar ultimamente! Não fui para lá treinar, fui à civil. E nem sequer deu para caminhar muito porque a vila estava completamente entupida de gente. Ao contrário do que seria de esperar estava calor fora de Sintra e igualmente calor dentro de Sintra. Ficou a promessa de regressar noutro dia com outros planos. Como antigo munícipe do concelho de Sintra, é um local que me toca sempre de forma especial.

O travesseiro estava muito bom, nem deu tempo para fotografar.







Tenho que lá voltar. Para passear, para correr, para sentir Sintra no seu melhor. Tenho que lá voltar antes do Fim da Europa. Espero que seja em breve. Voltando à foto inicial, no final da noite as coisas já estavam meio assim:

Tudo desfocado... Será da lente ou do Lambrusco?
Então, rapaz, treinar este fim de semana está quieto? Errado!
Não fui de manhã mas enchi-me de coragem (ou seria vergonha?) e a meio da tarde lá fui eu fazer um treino rápido que ficou próximo dos 9kms e só não foi um pouco mais longo porque tinha outros afazeres e horários a cumprir.
E sabem o que é mais engraçado? No meio de tanta preocupação com os treinos longos só pouco antes de sair para treinar é que espreitei o plano de treinos para hoje. Dizia: "corrida de 10km".

Amanhã há mais!
Votos de uma boa semana e bons treinos!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Férias

Ora bem, depois de muito prometer cá vai um pequeno resumo do que foram as férias que vos deixaram a cantarolar a minha playlist. Ou a perguntar que raio de gosto musical é que este gajo tem!

A primeira semana foi passada em Portimão a fazer uma de três coisas: piscina, praia, comer e beber. Nem sempre por esta ordem.
E foi isto. A sério, uma semana de papo para o ar sem mexer uma palha. Excepto no dia em que fui correr com um dos grupos locais onde fui bem recebido. Antes do treino fiz um aquecimento rápido de 2kms até ao local do treino. Tirei esta foto, guardei o telemóvel no Flipbelt e recebo um sms.

"Última hora: Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park, encontrado morto."

Era de um serviço de notícias da Vodafone que tenho activo e que só nunca desactivei por ser gratuito e porque não chateia muito. O sms trazia um link que prontamente abri. Ainda reencaminhei aquela mensagem, voltei a guardar o telemóvel e preparei o relógio para o treino propriamente dito até que percebi que ele não reagia. Fiz o truque de todos os informáticos, desliguei-o e ele tentou voltar a ligar e puff. Tanto trabalho em conseguir ter o relógio novinho preparado para o trazer para férias, experimentei-o a caminhar e quando vou finalmente correr com ele... ficou sem bateria. Pelo menos ainda contou o aquecimento. Corri com o Strava no telemóvel o que é sinal de fracasso porque apenas contou o tempo e desligou o GPS por causa de definições de poupança de bateria ou coisa assim. Nota-se que nunca uso a app no telemóvel para gravar as actividades. Mas o treino não correu mal, fui com o grupo da frente sempre a puxar e senti-me bem. Reparem que escrevo mais sobre o treino do que sobre o resto da semana também para tentar queimar todas as calorias que fui consumindo entretanto.
Pelo meio, umas passagens por Armação de Pêra e uma visita que este ano foi obrigatória ao ZooMarine. E a curiosidade de encontrar uns amigos mesmo ao lado na fila do ZooMarine e outros hospedados mesmo ao lado em Portimão. Outro ponto alto desta semana eram as mensagens diárias que recebia da minha chefe ao final da tarde a resumir-me as notícias de desporto e as transferências futebolísticas do dia. Televisão foi coisa que mal vi e evitava ao máximo estar online se bem que de vez em quando lá fugia para o vício. Siga para a segunda semana!

E siga para o Alentejo, com paragem em Castro Verde para almoçar umas bochechas de porco preto fantásticas, acompanhadas de migas e batata doce. E da esplanada só se via Alentejo por todo o lado. 


O sítio escolhido fica na estrada de Portalegre para Marvão, a meio caminho de ambas e a 10 minutos de Castelo de Vide. Calma, sossego, paz, o som dos passarinhos e nada de incêndios - mas sobre isso ainda falo depois. Não houve corridas nestes dias, apesar de ter visto pelo Google Maps possíveis caminhos e até ter traçado um potencial percurso de 10km. Sem stress, fui logo correr no sábado a seguir a ter regressado.




Aqui os planos já eram diferentes: passear, passear e passear. Portalegre até acabou por ficar fora do mapa e o centro das atenções foram Castelo de Vide, Marvão e algumas preciosidades por ali, como a praia fluvial de Portagem ou as ruinas da Cidade Romana de Ammaia.

Ah sim, também havia piscina.

Ao longe dava para ver o fumo dos incêndios
 
Mas ao perto estava tudo verdinho, felizmente!

Marvão
Praia Fluvial de Portagem




Nas ruínas estavam a decorrer trabalhos de escavação e um dos rapazes foi descrevendo e mostrando todo o espaço da cidade, incluindo moedas encontradas naquela manhã e a estrada nacional que corta a antiga cidade ao meio...


Estando tão perto da fronteira, era obrigatória uma ida a Espanha - e não apenas para ir atestar o depósito à bomba que está estrategicamente colocada 500 metros depois de se entrar no país vizinho. Uma série de pesquisas online sugeriram visitar uma cidade, perdão, um município chamado Alcântara onde também se podem encontrar inúmeras marcas da presença Romana na Península Ibérica. O ex-libris é a Ponte Romana de Alcântara datada do século II que se ergue por cima do Rio Tejo. Perguntam vocês: ir para tão longe a Espanha ver Alcântara e o Rio Tejo? Isso podes ver ali em Lisboa todos os dias, pá! Podem perguntar, eu fui o primeiro a dizê-lo.

Praça de Lisboa - a sério... e neste largo também havia a Discoteca Lisboa Café-Bar

Ponte Romana sobre Rio Tejo vista do topo da cidade

Fachada de edifício romano - Alcântara
Arco da Ponte Romana de Alcântara

E os fogos? Estiveram sempre longe o suficiente daquela zona para não incomodarem, mas igualmente perto no telemóvel através de um site que fornece actualizações ao minuto de todas as ocorrências. E só numa tarde, a última antes do regresso, é que houve um pequeno susto com um incêndio a 10km de distância mas que foi resolvido numa questão de horas.

Incêndio em curso
Nessa tarde era isto que se via em Castelo de Vide
Incêndio em resolução

E assim se faz um resumo de duas semanas de paz e sossego - prontamente já estragado pelas notícias que recebi ao fim de dois dias de trabalho. O regresso fez-se de forma tranquila, com passagens pelo Crato (onde irei estar em Setembro. Já disse que estou inscrito na Meia Maratona de Castelo Branco?) e Coruche (ainda andei à procura da Erra por causa do Cork Trail mas não encontrei) e uma breve paragem entretanto na Barragem de Montargil.

Foram 1500kms de viagem por esse país fora. E eu adoro conduzir em viagens longas. É curioso: peçam-me para fazer 10/15kms de carro e eu torço o nariz.  Peçam-me para fazer 100 ou 200 e eu vou sem hesitar! Também sinto que a praia me atrai cada vez menos (mas digo mal à minha vida quando estou fechado num escritório e não posso ir dar um mergulho) e que prefiro cada vez mais conhecer estes recantos do nosso país. Estarei a ficar velho? Ou apenas mais selecto? E ainda há tanto que não conheço: vergonhosamente nunca fui ao Gerês, à Serra da Estrela, a Braga/Guimarães (alguém me vai apedrejar por ter colocado ambas as cidades juntas) e conheço mal o norte em geral.

As próximas férias são sobretudo para ficar por casa, mas parece haver planos interessantes para vários fins de semana nestes meses. E são estes momentos bons que levamos desta vida!

Pela estrada fora

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

I'm back!


Era para ter escrito no domingo, era para ter escrito na 2a, era para... Estão a ver onde isto vai dar, não estão? Ainda hei-de dizer umas palavrinhas sobre as férias e sobre a chatice que é ter que voltar ao trabalho, mas o que está na ordem do dia é... correr!


Desde que voltei já fiz dois treinos e apesar de estar a sentir o peso (literalmente) das férias, acho que em termos de ritmo não estou assim tão longe do ideal. 

 
O ritmo que podia estar melhor é o cardíaco, já que em ambos os treinos bati nas 195 pulsações por minuto... Colapsei um bocado na subida no treino de sábado e ainda andei com os bofes de fora a meio do treino de 2a que felizmente foi sempre a direito. Foi uma espécie de tratamento de choque para não me deixar embalar pela preguiça. Foi excelente para voltar a correr no meio das pessoas fantásticas que me rodeiam nestas aventuras. Agora é continuar o embalo e aproveitar que até tenho um relógio novo para me acompanhar nos treinos que fizer sozinho.

Em relação ao Porto, diz que faltam menos de 100 dias, diz que há um plano de treinos para tentar cumprir e que tenho ambição de fazer um bom resultado mas sem menosprezar a distância. Ainda me lembro bem que entrei na minha segunda Meia Maratona armado em campeão e lixei-me à grande!

Ainda estou com o "jet-lag" das férias, portanto também tenho que recuperar o ritmo da escrita. Em breve hei-de escrever algo sobre as férias (ao reler o post antes de o publicar reparei que já tinha dito isto...) e sobre o regresso ao trabalho. Pelo menos já estou quase a par com tudo o que aconteceu entretanto pela blogosfera.

sábado, 29 de julho de 2017

Casa

E pronto, all good things come to an end. Agora vou ali pensar na playlist para as próximas férias.
Mais dia, menos dia, hei-de responder aos vossos comentários e em breve vou ler todas as novidades dos vossos cantinhos para saber o que perdi nestes 15 dias. 




"Home"
Edward Sharpe & The Magnetic Zeros


(...)
Well, holy moly me oh my
You’re the apple of my eye
Girl, I've never loved one like you
(...)
I'll follow you into the park,
Through the jungle, through the dark
Girl, I've never loved one like you
(...)
And in the streets you run afree,
Like it's only you and me,
Geez, you're something to see.
(...)
Home, let me come home,
Home is wherever I'm with you
Our home, yes, I am home,
Home is when I’m alone with you
(...)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Espelho, parte 2. Versão guilty pleasure.




"Mirrors"
Justin Timberlake


(...)
Cause with your hand in my hand
And a pocket full of soul
I can tell you there's no place we couldn't go
(...)
Cause I don't wanna lose you now
I'm lookin' right at the other half of me
The vacancy that sat in my heart
Is a space that now you hold
Show me how to fight for now
And I'll tell you, baby, it was easy
Comin' back into you once I figured it out
You were right here all along
(...)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Power album


Há uns meses que não tenho só uma power song, tenho um power album: Transmissions dos Starset. A versão Deluxe que ouço tem 1:30, o que é perfeito para a maioria das distâncias. Nos treinos mais longos e nas Meias Maratonas complemento com outras músicas ou simplesmente deixo em loop.

No álbum toca o My Demons e depois o Antigravity que acaba com um instrumental que me dá uma pica do caraças.




"Antigravity"
Starset


(...)
The energy has set me free
And pulled me through the galaxy
I've risen up beyond the sky
I am awake, I am alive
(...)
If you wanna break free
You know where to find me
If you wanna break free
You know where
You know where...
(...)