sábado, 29 de outubro de 2016

São 42km disto, se faz favor.

A música é - dizem os entendidos - um tributo às vítimas de um atentado ocorrido em Junho deste ano numa discoteca nos EUA, daí que o videoclip tenha um simbolismo mais pesado no minuto inicial antes da música começar e no minuto final depois da música terminar.

Agora a letra... a letra... Meus amigos, é isto em repeat no Porto!!!


Sia
The Greatest

Uh-oh, running out of breath, but I
Oh, I, I got stamina
Uh-oh, running now, I close my eyes
Well, oh, I got stamina
And uh-oh, I see another mountain to climb
But I, I, I got stamina
Uh-oh, I need another lover, be mine
Cause I, I, I got stamina

Don't give up, I won't give up
Don't give up, no no no
Don't give up, I won't give up
Don't give up, no no no

I'm free to be the greatest, I'm alive
I'm free to be the greatest here tonight, the greatest
The greatest, the greatest alive
The greatest, the greatest alive

Well, uh-oh, running out of breath, but I
Oh, I, I got stamina
Uh-oh, running now, I close my eyes
But, oh, I got stamina
And oh yeah, running to the waves below
But I, I got stamina
And oh yeah, I'm running and I've just enough
And uh-oh, I got stamina

Don't give up, I won't give up
Don't give up, no no no
Don't give up, I won't give up
Don't give up, no no no

I'm free to be the greatest, I'm alive
I'm free to be the greatest here tonight, the greatest
The greatest, the greatest alive
The greatest, the greatest alive

Oh-oh, I got stamina
Oh-oh, I got stamina
Oh-oh, I got stamina
Oh-oh, I got stamina

Don't give up, I won't give up
Don't give up, no no no
Don't give up, I won't give up
Don't give up, no no no

I'm free to be the greatest, I'm alive
I'm free to be the greatest here tonight, the greatest
The greatest, the greatest alive
(Don't give up, don't give up, don't give up, no no no)
The greatest, the greatest alive
(Don't give up, don't give up, don't give up, no no no)
The greatest, the greatest alive
(Don't give up, don't give up, don't give up; I got stamina) (x8)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Resumo

Olhem, tinha um post escrito já com várias linhas e até parágrafos e tudo a falar sobre o fim de semana - que já passou há vários dias - e sobre o treino fantástico e revigorante de 2a feira em que para além de correr se falou do passado, do presente e do futuro, mas quando estava a fazer a revisão do texto antes de publicar, apaguei-o. De forma voluntária.

Vou resumir tudo em duas imagens.

Home is wherever I'm with you

And when you say to a friend ”try as good as you can!” It a simple plan…

domingo, 23 de outubro de 2016

"Who knows the secret tomorrow will hold?"

Dizem as más línguas que o Verão está a terminar. Eu, que só ando de chapéu de chuva quando sou verdadeiramente obrigado a isso, não gosto desses rumores. Eu, que por minha vontade andava o ano todo de manga curta e sem casaco, nem sequer tenho muitas razões para ter saudades do verão de 2016, mas deixo aqui uma das músicas que, nem sendo muito o meu estilo, me acompanhou nos últimos tempos, ao ponto de passar a ser - na playlist das meias maratonas - a "música do quilómetro 19", a música que me dá aquele boost extra de força antes do final. Parvoíces, é o que é.


"Perfect Strangers"
Jonas Blue feat. JP Cooper

You were looking at me like you wanted to stay
When I saw you yesterday
I'm not wasting your time, I'm not playing no games
I see you

Who knows the secret tomorrow will hold?
We don't really need to know
Cause you're here with me now, I don't want you to go
You're here with me now, I don't want you to go

Maybe we're perfect strangers
Maybe it's not forever
Maybe the night will change us
Maybe we'll stay together
Maybe we'll walk away
Maybe we'll realize
We're only human
Maybe we don't need no reason
Maybe we're perfect strangers
Maybe it's not forever
Maybe the night will change us
Maybe we'll stay together
Maybe we'll walk away
Maybe we'll realize
We're only human
Baby we don't need no reason
Why
Come on, come on, come over
Maybe we don't need no reason
Why
Come on, come on, come over

No one but you got me feeling this way
There's so much we can't explain
Maybe we're helping each other escape
I'm with you

Who knows the secret tomorrow will hold?
We don't really need to know
Cause you're here with me now, I don't want you to go
You're here with me now, I don't want you to go

Maybe we're perfect strangers
Maybe it's not forever
Maybe the night will change us
Maybe we'll stay together
Maybe we'll walk away
Maybe we'll realize
We're only human
Maybe we don't need no reason
Maybe we're perfect strangers
Maybe it's not forever
Maybe the night will change us
Maybe we'll stay together
Maybe we'll walk away
Maybe we'll realize
We're only human
Maybe we don't need no reason
Why
Come on, come on, come over
Maybe we don't need no reason
Why
Come on, come on, come over
Come on, come on, come over
Maybe we don't need no reason
Why
Come on, come on, come over 

sábado, 22 de outubro de 2016

Etiquetas

Ena pá! Hoje experimentei a maravilha de meter etiquetas nos posts.
Qualquer dia descubro como meter os blogs que acompanho ali na barra lateral.
Na loucura era gajo para usar uma hashtag agora mesmo. #correremaisfacilqueusaroblogger

Porque as corridas não acabam no Porto...

... a não ser que me dê uma coisinha má durante a Maratona, claro! (E agora vou ali bater 3 vezes na madeira. Ou no que quer que seja este material de que é feita a minha secretária do computador. MDF, talvez. Conta? Serve? Ok.)

Estou verdadeiramente chateado com aquilo que descobri hoje. A prova dos 20km de Cascais acabou. Eu que tinha umas "ganas" enormes de lá ir em 2017 e fazer uma prova em grande porque no ano passado muita coisa correu lá mal, não o posso fazer.

Por outro lado.....


... a prova sofreu um upgrade e agora é Meia Maratona! (Diz que há uns 3 ou 4 anos a prova teve 21km em vez dos 20km e foi anunciado como "brincadeira de Carnaval" da organização, algo que gerou algumas críticas por parte dos atletas.)
Na verdade, uma prova de 20km é um número mais redondinho e dá para se calcular melhor o tempo final com base naquilo que se faz aos 10km, mas quem vez 20km, também faz os 21,097km e dizer Meia Maratona tem mais impacto! (A não ser que aconteça como eu ouvi há umas semanas atrás alguém a perguntar-me quantos kms tinha a meia maratona da ponte que eu ia fazer. "Uns 10?")

E assim já estou inscrito na segunda prova de 2017. E com muitas outras no horizonte...

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

"Sabes que vais penar, não sabes?"



Quando na 2a feira chego ao treino e isto é a segunda ou terceira frase que ouço depois dos boas noites, se calhar é mau sinal, não? Quando isto vem da pessoa a quem temos ido buscar forças e conselhos, pior ainda!

"Então como é que estás? Em forma para o Porto?"
"Olha, não sei. Por um lado estou confiante e muito motivado, mas por outro sinto que devia ter feito mais treinos longos, acho que devia ter sido mais rígido com o plano de treinos. Acima de tudo estou com um enorme respeito pela distância e..."
"Olha, sabes que vais penar, não sabes? Mas..." (e o que foi dito após este "mas" fica só entre nós os dois, mas garanto-vos que foram palavras que me deixaram com a certeza que não aceito outro desfecho que não seja cortar aquela meta!)

Já no treino de 5a feira passada outro dos meus colegas - aquele que fez de minha lebre na primeira metade da Corrida de Santo António e me lançou para eu conseguir baixar dos 50m aos 10km - me deixava palavras de... desânimo misturadas com alguns conselhos! Que a partir dos 30km vai doer tudo, etc e tal. Ele, que foi um grande apoio aos maratonistas da equipa que se estrearam em Lisboa no dia 2, também me disse quem vai estar a acompanhar no Porto e que eu não devo ter companhia para a prova toda e terei que ir sozinho. Sozinho nunca estarei, aquilo vai estar cheio de gente a correr, pá!

Então mas agora toda a gente me quer meter medo? Agora que eu preciso de forças para esta recta final? Não, o que a malta está a fazer é a ajudar-me a manter-me focado e concentrado! Eu já disse vezes sem conta que entre ir confiante ou ir cheio de medo para a partida, prefiro a primeira! Se vou com medo é meio caminho andado para falhar, mas também não posso ir demasiado confiante. Tenho que manter os pés bem assentes no chão - sem qualquer tentativa de metáfora!

Entretanto estou a entrar no espírito da Maratona, quase literalmente. Passo algum tempo do serão a pesquisar histórias, vídeos motivacionais, imagens e vídeos de provas. Estou a tentar viver e respirar Maratona sempre que posso, mas calma que não o faço de forma estupidamente obsessiva.

Hoje nas minhas pesquisas encontrei este documentário de 2007 que relata a história de 6 maratonistas, uns amadores e outros profissionais, que participaram na Maratona de Chicago em 2005. Alguns, tal como eu, faziam a primeira maratona.

https://static.justwatch.com/poster/60607/s592/spirit-of-the-marathon

Ainda só vi o trailer, mas num destes serões vou ver o documentário completo. Também há um segundo documentário, de 2013, sobre a Maratona de Roma. Infelizmente não o consegui encontrar disponível online, o que é pena por se tratar de relatos ainda mais recentes. Do trailer, fica a frase que está na capa da imagem:

"When you cross the finish line - no matter how slow, no matter how fast - it will change your life forever!"

Arrepiou-me ouvi-la, arrepia-me escrevê-la!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Mafra

Eu já disse, mais do que uma vez, que gosto de Mafra, apesar de tudo.
Hoje passei o dia na Tapada de Mafra numa acção de voluntariado inserida na parceria que a minha empresa tem com um grupo que coordena este tipo de acções.


Éramos 9 no total da empresa e ficámos 5 num grupo de trabalho e outros 4 noutro dos muitos que estavam programados. Entre limpar a mata e retirar de lá lixo e troncos de árvores partidas que pudessem travar o curso do rio Safarujo e limpar lodo, o dia passou-se num misto de trabalho árduo, brincadeira e muitas gargalhadas.

O meu telemóvel não anda muito amigo de fotos, mas há ali javalis.



No meu grupo, para além dos restantes colegas de trabalho, ficou também outro rapaz que ao fim de 15 minutos já parecia que nos conhecia desde sempre e foi altamente boa onda e alinhava nas nossas piadas e maluquices. Também é para ter este tipo de interacção que estes eventos servem.

Há pouco enviei-lhe um pedido de amizade no Facebook. A foto de perfil e de capa são chegadas à meta de duas provas, ambas de trail, por acaso. Obrigado mundo por restaurares a minha fé naquela máxima que diz que toda a gente que corre é boa pessoa!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Há dias que não são dias

Ah e tal, um gajo que corre e que não-sei-quê e que tem cuidado com a alimentação e que não comete excessos e que coiso e tal... Errado!

Embora tenha cuidado com o que como, não sigo nenhum plano alimentar em concreto. Fiz uma série de exames em Fevereiro tendo em vista a preparação para a Maratona e tendo em conta que em 4 ou 5 provas consecutivas antes disso fui confrontado bem de perto com casos de atletas que foram assistidos durante as provas - e nem todos com final feliz, diga-se...

Decidir se começo a ser acompanhado mais de perto em consultas de medicina desportiva é um dos projectos para 2017. É como os Adidas que falava no outro dia. Vale a pena? É pretenciosismo da minha parte? Sinto sobretudo falta de rigor em termos alimentares na preparação das provas mais longas. Sigo as dicas habituais em relação a que alimentos são mais recomendáveis consumir, no entanto fico sempre com a tentação que me falta mais algum aconselhamento personalizado. E tenho sentido que não me hidrato devidamente antes das provas longas. Será que tenho que instalar uma daquelas apps no telemóvel para me recordar para beber água de x em x tempo?

Esquecendo isto tudo, há dias de puro pecado! Para além das duas farturas comidas há dias na Feira aqui na zona e do pastel de Santa Clara que trouxe de Coimbra, hoje está a ser um dia de desgraça porque alguém trouxe mini bombocas (de baunilha e morango) para o escritório e como se não bastasse ainda estava uma acção de promoção ali fora a oferecer esta pérola...



Ainda bem que há dias que não são dias e que as avaliações anuais que tenho que fazer são... anuais, caso contrário era o descalabro!

Veredicto: um treino longo até casa? São só 26km!

(E agora vou-me levantar e beber um copo de água.)

Coimbra, tem mais encanto...

O despertador tocou antes das 6:00. Começava a Maratona. Daqui a quatro horas e meia estaria no Pólo Universitário de Coimbra na linha de partida para a Meia Maratona de Coimbra, a Corrida do Conhecimento, inserida no circuito das Running Wonders.

Pronto, é um parágrafo semelhante ao da semana passada. Neste caso a Maratona eram os 180kms de deslocação até Coimbra. Partimos 10 pessoas distribuídas em dois carros e tínhamos mais um colega que iria lá ter connosco. No total fomos 5 para a Meia Maratona, 2 para os 10kms da Mini Maratona e 3 participantes nos 6kms da caminhada. Muito sono, mas também muita animação dentro do carro e em amena cavaqueira chegámos depressa ao destino. Felizmente não fui a conduzir e isso aliviou-me um pouco a manhã.

O levantamento dos dorsais foi rápido - estacionar também, para grande surpresa minha - e às 9:00 estávamos tranquilamente sentados para começar a absorver o espírito da prova. Encontrámos amigos neste entretanto, mas havia muito menos caras conhecidas que em outras provas. E senti que havia também menos participantes no geral, sobretudo depois de ter estado no Douro Vinhateiro e ter visto pela tv parte da prova do Dão que fazem parte do mesmo circuito.

Fotos da praxe tiradas, preparativos de última hora tratados e cerca de 15 minutos antes da hora estávamos na partida. Aqui tive a confirmação que não havia tanta gente quanto eu esperava porque ficámos perto da frente sem dificuldade. Nesta altura a malta da caminhada ficou para trás e ainda tentámos convencer uma das colegas dos 10km a fazer a Meia, tendo em conta que ia com dorsal da Meia e sabendo que ela tem capacidade para isso. O nosso "mentor" fez questão de fazer o percurso com ela, sempre na esperança que ela na separação das provas fosse para a maior. (Digo já que ela acabou por fazer só os 10km e em boa hora!)

Últimas palavras de incentivo, cumprimentos finais, 10:30, partida!

Os primeiros kms da prova são sempre a descer o que faz com que o arranque seja rápido e com que os kms passem quase sem se dar por eles. Mesmo! Passagem junto ao estádio da Briosa e viragem em direcção ao centro histórico da cidade, sendo que pelos 5km íamos passar na zona da meta, mas do lado oposto. Havia bastante gente aqui, como seria de esperar e ao entrar na rua que nos levou até ao edifício da Câmara Municipal de Coimbra senti que estava em Lisboa, ali algures no Chiado. Muito bom!

Depois dessa voltinha chegámos à estação de comboios de Coimbra-A e à esquerda estava deslumbrante o Mondego. A partir daqui ele estava sempre ao nosso lado e foi um bom companheiro. Esta foi uma fase crítica da prova. Olhei para o relógio e ia embalado a um ritmo que me permitia bater o meu record da Meia. Decidi abrandar, não por sentir que ia quebrar depressa mas porque estava acima dos meus objectivos para esta prova que era "apenas" um treino longo. Tomei um gel aos 7,5km, a seguir à zona onde se separavam os atletas dos 10km e os da Meia (um pouco antes do que normalmente faria) sabendo que aos 10km iria receber outro para guardar para a segunda metade da prova. E aqui entrei em velocidade de cruzeiro, sem pressa, a curtir a prova e o cenário à minha volta.

Antes dos 10km deu-se uma reviravolta e lá ia eu tranquilo com a minha música e ouço uma voz familiar a meter-se comigo. Olhei e era o nosso mentor que me pergunta se podia ir ali comigo. Fartei-me de rir! O fundador do grupo (do qual eu sou membro desde o primeiro dia), a pessoa que me tem ensinado grande parte daquilo que sei, a pessoa a quem eu recorro sempre que preciso de conselhos e/ou motivação a perguntar-me se me podia acompanhar? Disse-lhe que sim, mas que eu ia devagar, a um ritmo de 5,45m/km - 5,50m/km. Ele disse que era na boa porque ainda estava a recuperar da Maratona de Lisboa na semana passada e também ia devagar.  (O tanas, pá!)

Lá fomos, mas o devagar dele é pelos 5,30m/km! Consegui que não fossemos tão depressa mas íamos mais rápido do que se eu fosse sozinho. Como me ia a sentir muito bem, continuei. Nesta altura sim, achei que ia quebrar mais próximo do final. Já estava numa sensação agridoce de não estar a fazer o meu treininho longo, nem estar a fazer uma prova para melhorar o meu tempo. No meio desta indecisão estava, tal como na semana passada, feliz. E sentia-me bem com o ritmo imposto e com a companhia que tinha ao meu lado. Foi também por ele ter aparecido ao meu lado que fiquei a perceber que a nossa colega tinha ficado pelos 10kms. Perguntei-lhe se daria para o objectivo dela de finalmente baixar dos 60 minutos, ele disse que sim, a não ser que tivesse uma grande quebra no final.

Já estávamos a afastar-nos de Coimbra, a contornar a Mata Nacional do Choupal. Pelo nome, senti-me em casa. Era uma zona calma, onde víamos malta a caminhar, a andar de bicicleta, a fazer canoagem no Mondego, etc. Parecia uma zona propícia à prática do desporto. Passámos para o outro lado do rio e durante uns 2km os atletas cruzavam-se com quem já vinha do ponto de retorno. Foi a altura ideal para perceber onde ia o resto da equipa, para além de alguns amigos. Foi também aqui que percebi o quão bem ia a rolar porque começámos a ultrapassar muita gente que estava a quebrar. Segundo gel aos 15km e estava pronto para o final da prova.

Pouco mudou nos últimos quilómetros, o percurso continuava plano, as rectas eram grandes e havia pouca gente à beira da estrada, algo que só mudou ao chegar à Ponte de Santa Clara para voltar a atravessar o Mondego rumo à meta. Aqui voltei a fazer as minhas habituais figuras e comece a pedir apoio a quem estava a assistir, tal como já tinha feito antes na zona da Câmara Municipal.

"Coimbra, então essas palmas? Nâo estou a ouvir nada! Bora lá!" - disse eu. Normalmente tenho este tipo de reacção numa de duas situações: ou estou mesmo a ficar exausto e preciso de me auto-motivar, ou estou a transbordar de alegria e tenho que a partilhar com alguém. Adivinhem qual foi no domingo, vá. Depois disto, um high 5 ao meu companheiro de viagem e chegámos ao melhor momento da prova: a recta da meta e sentir toda a adrenalina de terminar - em grande estilo. Estava feita mais uma prova, mais uma Meia. E curiosamente foi a primeira vez que cruzámos uma meta lado a lado. Simbolicamente foi importante, sobretudo por ser antes do Porto.



Após a chegada, boas notícias: a nossa colega terminou os 10km com 56 minutos! Perfeito! Infelizmente como ia com dorsal da Meia cedido por um colega que não pôde participar não consta da classificação pelo que não vai ter diploma final da primeira vez que atingiu o objectivo dela. Para a semana na Corrida do Aeroporto repetes a dose, ok? A nossa outra colega dos 10km acabou com 1:02, o que também é record pessoal. Ficámos tremendamente felizes por elas. Também houve record pessoal para o colega que chegou pouco depois de nós com 2:03 - ele que se tinha estrado em Meias Maratonas apenas na semana passada!

E o meu resultado? Deixa cá copiar o texto da semana passada novamente. Ah, e sem pensar nisso fiz o meu 2º melhor tempo na meia, mais perto dos 1:57:47 e com a sensação que me teria aproximado ou até batido esse tempo se esses fossem os planos para esta prova. Talvez numa das duas Meias que ainda pretendo fazer antes do final de 2016, mas sem stress. Coisas boas acontecem quando a felicidade impera.

Foi a curtir os bons resultados que fomos saindo do jardim novamente em direcção à zona da partida onde tinham ficado os carros. Meus amigos, só vos digo uma coisa: escadas do quinchorro! Pesquisem, mas digo-vos desde já que as fotos são bem mais simpáticas que a realidade!

A aventura estava a caminho do fim, mas ainda havia tempo para almoçar - na Pastelaria Vénus, recomendada por um dos nossos colegas - e ainda deu para trazer algumas doçarias para repor as calorias. Eu voto nos pastéis de Santa Clara! Só faltou a visita à Mostra de Doçaria Conventual e Regional de Coimbra que decorria no fim de semana no Quartel da Brigada de Intervenção (antigo Convento de Sant´Ana). O cansaço - e o facto de ser domingo e ainda termos que fazer a viagem de volta - falou mais alto que a gulodice.

Foi a última prova, a última meta antes do Porto. Decidi entretanto que não vou mesmo aos 20km de Almeirim. Agora é contar os dias, as horas, os segundos... Limar as últimas arestas, afinar a estratégia e repetir a felicidade destas duas últimas Meias Maratonas na prova rainha do atletismo.


Prova nº 46 - Meia Maratona de Coimbra 2016 - 21km - 02:00:18

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

It's the final countdown...


Como o tempo voa.
Ainda "ontem" faltavam 100 dias.
Ainda "ontem" era dia 22 de Dezembro de 2015 (!!!) e eu completava o pagamento da minha inscrição sem contar a ninguém.
Ainda ontem - agora sem aspas - tinha dois dos mais experientes membros do grupo a combinar entre eles quem seria a minha lebre no Porto.

Vamos a isso! De sorriso na cara e sem medos!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Coisas que me aparecem na secretária no trabalho

"Queres uma mousse de Oreo que eu fiz e trouxe para a sobremesa? Estás claramente a precisar!"

Adoro a minha colega de trabalho. 11 anos não são 11 dias.
Já lhe prometi trazer Somersby para a próxima reunião de equipa - a nossa chefe vai certamente aprovar esta ideia tendo em conta o desgaste dos últimos dias meses!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Olá 2017

Quase que a data de início das inscrições passava despercebida, mas no sábado abri oficialmente o calendário para 2017:

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Entretanto hoje foi dia de treino de recuperação. 8km a ritmo soft.

domingo, 2 de outubro de 2016

E a Maratona ali tão perto

O despertador tocou às 6:00. Começava a Maratona. Daqui a quatro horas e meia estaria em cima da Ponte Vasco da Gama na linha de partida para a Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa.

Porque acordei tão cedo, tendo em conta que até consigo ver a Ponte Vasco da Gama da janela da cozinha? Para pegar no carro e levar 3 colegas de equipa até Cascais para eles sim fazerem os 42,195km e ter tempo para regressar ao Parque das Nações para apanhar os autocarros para cima da ponte. Noutros carros iam os restantes futuros maratonistas, sendo que a maioria iam fazer a estreia na distância. Partida às 7:00, chegada pelas 7:30, abraços e votos finais de boa prova e a certeza que nos iríamos encontrar na meta ou até antes disso, a partir de Santa Apolónia onde os kms finais da Maratona coincidiam com os kms finais da Meia. Para além disso ficava uma grande vontade de ir com eles em vez de voltar a pegar no carro. Calma, rapaz...

Já em cima da ponte encontrei vários companheiros de estrada com quem fui a falar durante um bocado e enquanto aguardava pelos meus restantes companheiros de equipa para a Meia Maratona - alguns deles também a fazer a estreia. Fotos da praxe, palavras de motivação e de ânimo e pernas para que te quero.

Na verdade, andamos mais em cima da ponte no percurso desde que os autocarros nos deixam até à meta do que depois na própria corrida e isso é algo chato nesta prova. Ao fim de 2,5km estamos fora da ponte. Não sei até que ponto isso poderia ser alterado de alguma forma, aumentando a distância corrida efectivamente em cima da ponte e reduzindo no resto do percurso.

Como comecei mais atrás do que queria achei que ia ter dificuldades em manter um ritmo certo no inicio do percurso, mas correr melhor do que eu achava. Fui passando por outras caras conhecidas, cumprimentando rapidamente algumas e ainda chocando com malta que tinha dorsal da Meia mas que ia a caminhar para fazer a Mini. Seja como for, muito menos confusão do que na Ponte 25 de Abril.

Nunca tinha feito esta Meia - apenas a Mini - e esta prova este ano não estava no calendário, mas como ganhei um passatempo da EDP lá fui com um único objectivo: fazer um treino longo, sem pressão. Tinha em mente fazer uma prova calma, mantendo um ritmo sempre abaixo dos 6m/km (de preferência a rondar os 5:50m/km) e sobretudo sem me cansar nos primeiros 10km para depois me testar mais na segunda metade da prova. Isto daria um tempo final ali entre as 2:00 e as 2:05, mas sem qualquer pretensão de me superar em termos de tempo final. Missão cumprida, felizmente!

Consegui chegar aos 10km com cerca de 59 minutos e sem qualquer sinal de cansaço. Estava fresco e a prova para mim parecia que ia começar naquela altura. Era um bom indicativo para a segunda metade. Armei-me em picuinhas e agora que estou novamente a fazer provas com música até me dei ao trabalho de estudar o percurso e afinar a playlist de acordo com ele. Quando vi a placa dos 10km acabou a última música de Kaiser Chiefs que tinha metido no mp3. (Este gajo não é normal, pensam agora vocês... mas acreditem que até isso funcionou!)

Dali até Santa Apolónia e ao ponto de retorno era crucial manter-me focado e assim foi. Na altura em que o percurso da Maratona se junta ao nosso ganhei novo alento, sempre à espera que me aparecer junto de mim algum colega de equipa. As flechas que fizeram 3:15 já tinham passado e agora faltavam os restantes com andamento mais "normal". Nesta fase em que íamos todos juntos só era possível perceber quem estava a fazer que prova pelo dorsal, portanto senti uma união de esforços entre toda a gente e, durante aqueles kms, senti-me mesmo na Maratona. Este feeling permitiu-me, quase sem reparar, estar a manter o meu ritmo e ainda sem cansaço aparente e até à meta parece que não custou nada. Literalmente!

Nas últimas duas Meias que fiz (Douro e Lampas) acabei por ter dificuldades no terço final e andava com receio que isso me fosse voltar a acontecer. Era coisa para me abanar psicologicamente durante o resto do mês de Outubro. Hoje estive bem, senti-me bem. Parei 8 segundos - diz o Strava - para beber um copo de Powerade ao km 19 e apenas porque havia alguma confusão nesse abastecimento. De resto, foi o treino longo que queria. E aqueles dois últimos kms, hein? Voltar a ver a zona do Parque das Nações foi um belo ânimo para terminar.

Confessei uma coisa à chegada: hoje DIVERTI-ME IMENSO durante toda a prova. Para além do apoio que já sabia que ia ter, foi fantástico termos uma claque de apoio composta por elementos da equipa que não participaram. E ver a malta logo ali em frente ao Vasco da Gama deu uma motivação extra impressionante. Cartazes com a sigla da nossa equipa quando menos esperávamos, pompons azuis e vermelhos, malta que saiu de casa e foi ali para o meio da molhada só para mostrar que nos une uma fortíssima amizade. Foi excelente ver várias caras conhecidas de outras equipas amigas nos passeios a tirar fotos e a gritar o nosso nome para dar força. Fui quase sempre com um sorriso no rosto, fui a curtir a minha música e sempre de olho em quem vinha em sentido contrário. Não senti minimamente a pressão de fazer uma meia maratona porque decidi ir para aproveitar o sol, a estrada, etc. Foi bom, foi muito bom! E aposto que quando publicar este post e me for deitar vou lembrar-me de uma série de coisas que podia ter escrito.

E o resultado final? Diverti-me. Há algo mais importante que isso?
Média de 5.50m/km certinhos e um ligeiro amargo de boca - não literal - por ter parado a beber o Powerade. Ah, e sem pensar nisso fiz o meu 2º melhor tempo na meia, longe dos 1:57:47 mas com a sensação que facilmente teria, pelo menos, baixado das duas horas se esses fossem os planos para hoje.

Para a semana segue-se Coimbra e mantém-se o plano de me divertir e fazer novo treino longo. E como sou demasiado analítico - na vida e no trabalho - hei-de voltar a estudar minuciosamente o percurso, apenas com a desvantagem de não conhecer Coimbra da mesma forma que conheço Lisboa.

Hoje estive tremendamente perto da Maratona - no início e nos 8 kms finais. Foi um cheirinho para o Porto.

Prova nº 45 - Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa 2016 - 21km - 02:03:08