quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ainda a Corrida de Alverca

Não houve relato no post anterior. Também não haverá neste. Permitam-me algum egoísmo para guardar as emoções para mim. Prometo que depois de Maio* voltam os relatos habituais das provas que farei. Desta vez deixo que outros falem por mim:



Entretanto não resisto a deixar umas notas na mesma sobre o assunto. Fiz pior que no ano passado e ao fim de 7km as pernas cederam um pouco e tive mesmo que andar um bocado. A partir daí não voltei ao ritmo imposto e nos 3km finais perdi quase 2 minutos em relação ao tempo que faria se tivesse mantido o andamento que tive até aos 7km. Duas razões para isso: o percurso de terra batida não estava nas melhores condições e a falta de treino nos últimos tempos.

Olho para o Strava e aquilo que vejo no mês de Maio são 3 provas (15km + 5km + 10km), uma caminhada de 3,5km por Lisboa e UM treino que foi ontem. Se esticar a coisa mais uns dias, o último treino de equipa que fiz foi antes da Scalabis. Depois tive dois treinos sozinho: um muito manhoso que não correu como queria e outro que foi bastante bom. Para quem devia estar focado numa Meia Maratona que lhe ficou atravessada no ano passado, não me parece o suficiente. Não vale a pena pensar muito mais nisso, é ir com calma que a meta lá estará à minha espera.

* - por falar nisso, ontem ganhei um dorsal para a Corrida de Santo António num passatempo. Yeah!

domingo, 21 de maio de 2017

Alverca



Prova nº 61 - Corrida Cidade de Alverca 2017 - 10km - 00:51:17
Prova nº 61 a) - Corrida Cidade de Alverca 2017 - 10km - 01:28:11

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Aos 19 dias do mês de Maio...

"Of all the gin joints in all the towns in all the world, she walks into mine." - Casablanca


...voltaste a dirigir-me a palavra. Quase um ano depois de teres deixado, por tua iniciativa, de falar comigo. Ainda por cima fizeste-o com um sorriso rasgado, aquele sorriso simpático que eu sempre fiz questão de tentar que tivesses.

Já partilhei que não tenho sentido a tua falta nos treinos. Mas recordo todas as vezes que me pediste para te acompanhar e marcar o ritmo para te ajudar a progredir e eu sempre o fiz de bom grado.

Tomaste para ti as dores de outros. Outros que garantidamente não fizeram o mesmo por ti. Sei bem o quanto me tentaste ajudar - e conseguiste - quando eu mais precisei. Nunca esquecerei isso. Mas também sei que "o-bla-di o-bla-da life goes on".

Não sinto falta das nossas conversas quase diárias, não sinto a falta das viagens de comboio esporádicas quando o teu horário era compatível com o meu. Mas de certeza que sinto qualquer coisa, qualquer coisa mais que aquele bom dia meio seco que te retribui, sem sorrir e quase sem olhar para ti. Alguma reminiscência terei daquela coisa a que chamávamos de amizade e que dizíamos ser para sempre, caso contrário não estaria aqui a escrever. 

Pode ser que para a próxima - se existir - eu consiga responder-te com algo mais parecido com um sorriso. De preferência que não seja às 7 da manhã e no meio de dois espirros. Confesso que a certa altura pensei em voltar para trás, dar-te um abraço e seguir a minha vida. Sei que tens bom coração, sei que mereces ser feliz. Espero que o sejas.

Até qualquer dia, algures no Strava, provavelmente. Se um dia ainda quiseres o teu tupperware de volta avisa. Eu bem te avisei que ia ficar com a custódia parental dele.



(...)
Yah, eu sei que um dia tudo muda
Hey
Eu queria saber se tu tas bem
Curtia ouvir o teu ok
Só pa sentir que não tas down

Yah, eu sei que um dia tudo muda
Yah, eu sei que um dia tudo muda
Yah

Sem Facebook
Sem Instagram
Sem Snapchat
Só com o silêncio
E toda a gente teme

(...)

terça-feira, 16 de maio de 2017

36

Felizmente nem tudo o que aconteceu em Maio do ano passado foi penoso. No dia em que chorei copiosamente no Douro Vinhateiro (Carlos, mesmo assim a minha Meia Maratona consegue ter mais quilómetros que a tua Maratona!) o Benfica conseguiu dar-me uma alegria pela conquista do tricampeonato.

Seja como for, o momento pessoal não dava azo a qualquer celebração portanto foi uma vitória que me passou ao lado. Lembro-me bem da noite penosa que foi. Adiante. A história repetiu-se e este ano veio um tetracampeonato. Vinguei-me e tirei a barriga de misérias com festejos em dose dupla!

Sábado no Marquês, onde nunca tinha ido pelo Benfica, apenas lá tinha estado no ano passado após a vitória de Portugal no Euro. Curiosamente tanto nesse dia como no sábado vi o jogo em Campo de Ourique e a coisa correu bem. Raios, que eu sou supersticioso nestas coisas e se calhar agora tenho que lá estar sempre nos jogos decisivos. Já agora, a malta que ficou a ver a Eurovisão depois do jogo diz que lá por casa se festejou a vitória do Salvador Sobral com mais intensidade que o golo do Éder. Acredito, mas desta vez ninguém gravou o momento para a posteridade.



Depois do Marquês veio o meu ritual habitual destes últimos anos (excepto, lá está, o ano passado): a recepção da equipa nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa. Já tinha saudades e foi tudo aquilo que eu me lembrava. O Marquês é mítico mas continuo a preferir estes momentos mais intimistas, se é que posso usar este termo para descrever o momento.




As corridas seguem dentro de instantes.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Entrelinhas

Sabem quando têm um segredo que querem mesmo mesmo partilhar e não podem? Pois eu tenho que partilhar uma coisa com alguém e não o posso fazer de forma declarada, portanto vou falar por código. Tudo o que estiver em itálico é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.

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Há uns dias atrás - chamemos-lhe segunda-feira - estava eu - chamemos-me Norberto - a falar com uma pessoa próxima - chamemos-lhe Teresa - que dizia que se tinha encontrado com alguém que não conhecia e tinha estado a conversar com ela durante um bocado. Partilhou um pouco dessa conversa, disse que esse alguém estava a lidar com um problema recente e que estava a fazer umas renovações a vários níveis. Acrescentou que tinha uma energia semelhante a outra pessoa que nós conhecemos e a conversa ficou por ali, sem dar mais detalhes específicos.

Passado uns instantes aqui o vosso amigo Norberto pegou no telemóvel, ligou-se à net, mostrou algo à Teresa e perguntou-lhe: "- Tu estiveste a falar com a - chamemos-lhe - Carolina??"

A Teresa ficou confusa, o Norberto ficou radiante com os seus dotes divinatórios e muito curioso pelo desfecho da situação. E a Carolina? Não ficou nem uma coisa nem outra porque nem faz ideia disto. Mas se a Carolina ficar eu depois aviso.

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Pedimos desculpa pela interrupção, este blog segue o seu percurso normal dentro de momentos.

domingo, 7 de maio de 2017

Estafeta

Cumpri hoje o meu objectivo de fazer uma prova por estafetas. Recebi um convite que muito me honrou, sobretudo porque havia uma lista infindável de elementos da equipa que podiam ter participado, mas eu acabei por ser a primeira escolha. Gosto quando o carinho que damos é retribuído com gestos destes. É assim que gosto de andar pelo mundo das corridas.

Na altura nem me fez click que a prova era organizada pela Associação pela qual corre o Vítor Oliveira, cujos excelentes resultados tenho andado a acompanhar.

Por uma ou outra razão, não fiz qualquer treino esta semana pelo que a última vez que corri foi no 1º de Maio e isso deixava-me nervoso. Já tive uma fase em que durante umas poucas semanas só corria em provas e isso não me agrada. Faz-me falta pelo menos um treino a meio da semana, nem que sejam só 5km para descontrair a cabeça e as pernas.

Para ficar a conhecer melhor os elementos da equipa, fui ontem à Pista Municipal Professor Moniz Pereira onde acabei por assistir à segunda prova do Circuito dos Parques de Lisboa e passar uma tarde muito agradável tendo confraternizado com bastantes atletas conhecidos. A pergunta da praxe era em relação às calças de ganga e pólo que tinha vestido que não era equipamento adequado para correr. Acabei a tirar fotos e deixei-me envolver completamente pelo ambiente. No final, tudo combinado para hoje.

Ponto de encontro em Odivelas às 8:30, uma breve conversa e eu até algo tímido por não estar a 100% no meu ambiente. Depressa passou que nisto de correr estamos 99% do tempo entre amigos, mesmo que sejam recentes. A prova consistia num percurso de 10km que era feito por duas vezes. A mim calhou-me o percurso que era maioritariamente a descer. Obrigado por isso que nos últimos tempos - apesar de provas com algum desnível como os Sinos ou o 1º de Maio - não tenho incluído muitas subidas nos treinos.

Percebemos que eram 23 equipas e embora não tivéssemos qualquer ambição na classificação final era notório que estavam ali elementos muito fortes e não havia ninguém que fosse só para descontrair um pouco como normalmente acontece em algumas provas. Isso preocupou um dos elementos da equipa que embora tenha conseguido fazer o seu melhor tempo aos 5km, não evitou chegar à primeira transmissão no último 23º lugar. (Só soube disso quando acabei a minha parte) Sem stress, quem estava preocupado com a classificação eram outras equipas. Enquanto esperava pela minha vez cheguei a ouvir um dos outros atletas que iam fazer o terceiro percurso dizer que "sabia que ia ganhar, mas que era inadmissível a organização deixar participar atletas federados porque assim há sempre o risco de 4 gajos do Benfica ou do Sporting fazerem uma equipa e ganharem eles." Juro! Só não percebi se ele estava a falar de algum atleta em particular que estivesse a correr. Enfim.

Foi após 52 minutos de espera que chegou a minha vez. Quem me passou o testemunho é um craque. Se no primeiro trajecto fizemos cerca de 31 minutos (a descer) ele no regresso fez cerca de 21 (a subir!) e parti em 16º com um minuto e pouco de atraso em relação à atleta da equipa que ia à nossa frente. Uma coisa que me preocupou a certa altura foi tentar não me perder! Isto quando vamos em pelotão é mais fácil, mas agora as referências que íamos ter eram as marcas no chão para além do trânsito cortado. Haveria polícia e membros da organização suficientes? Havia, mas percebi em conversa com mais gente que isso era preocupação geral.

Como tinha a tal atleta à frente meti na cabeça que o objectivo era tentar não a perder de vista - nem que fosse para saber sempre o caminho! Sendo a descer, arranquei muito rápido e tentei ao máximo manter o ritmo elevado nas partes planas. Também tinha umas subidas mais curtas, atenção. Corri que me fartei - porque descer muito também cansa - e sabia que tinha que deixar tudo naquelas estradas. Cheguei finalmente a Odivelas e no quilómetro final aproveitei a última subida até à última transmissão e ultrapassei-a. Quando acabei estava morto porque foram 5km de sprint quase contínuo, no entanto estava numa fase em que já tinha um ritmo estável e se tivesse que fazer mais 5km faria uma gestão do esforço até ao fim.

Até tinha pensado em regressar pelo mesmo caminho em ritmo de descompressão, mas como havia um autocarro para nos levar até à meta não hesitei, porque o regresso era duro e porque tinha a companhia do primeiro elemento da equipa e não a ia deixar sozinha.

Não sei a classificação final, mas penso termos terminado em 16º na mesma. O último atleta da equipa que eu tinha ultrapassado era muito forte e recuperaram o lugar perdido. Sem stress. Valeu muito pela experiência da estafeta, pelo convívio com o pessoal com quem estive, tanto hoje como ontem. Vou ficar a aguardar novas provas semelhantes para desafiar a malta da equipa. A estafeta para a qual olho todos os anos tem calhado num dia que não é ideal, portanto ainda não a fiz.

As quebras de ritmo são sobretudo as rotundas e as viragens de direcção do percurso.
Ainda não tinha feito nenhuma prova de exactamente 5km e mesmo nos registos intermédios noutras provas maiores nunca tinha feito um tempo destes. É claro que a altimetria ajudou, mas a título pessoal fica mais uma marca que é record pessoal da distância.

Prova 60 - GP Estafetas Vale Grande - Subida às Colinas de Odivelas - 5km - 00:22:16

Maio, o 7º...

Faz hoje 13 anos.
Faz hoje 1 ano.

Quase à mesma hora.